segunda-feira, 13 de julho de 2009

Alfredo Volpi: o pintor das Bandeirinhas!

Alfredo Volpi nasceu em Lucca, Itália, a 14 de abril de 1896. Em 1897, a família Volpi emigra para São Paulo e se estabelece na região do Ipiranga, com um pequeno comércio. Destino comum aos filhos de imigrantes italianos, Volpi inicia-se em trabalhos artesanais e, em 1911, torna-se pintor decorador. Talvez daí decorra o gosto pelo trabalho contínuo e gradual da sua linguagem estética, próprio da valorização de um “saber fazer”.
Até os anos 30, Volpi elabora sua técnica e, principalmente, a partir da década de 1930, emerge um trabalho mais consciente, utilizando-se das cores para a construção de um equilíbrio muito próprio. Por esses tempos, Volpi aproxima-se de artistas como Fúlvio Pennachi e Francisco Rebolo Gonsales, integrando o Grupo Santa Helena. A denominação do grupo, e a inserção de Volpi nele, é oriunda mais de uma proximidade física dos pintores (que pintavam em uma sala do Edifício Santa Helena) e da sua origem comum do que de uma identificação estética. Volpi destoava do grupo especialmente por não ser um pintor conservador.
Em 1938, Volpi conhece o pintor italiano Ernesto de Fiori. O encontro seria muito frutífero para ambos, e se deu numa época muito oportuna para Volpi, que enveredava para um caminho de maior liberdade estética.
Um acontecimento fundamental para a evolução de Volpi foi a sua “estada” em Itanhaém, entre 1939 e 1941. Sua esposa teve problemas de saúde e mudou-se para o litoral, a fim de se tratar.
O artista a acompanhou, retornando a São Paulo apenas nos finais de semana, em que procurava vender suas obras. A gravidade da doença de Judite Volpi envolveu o artista em questionamentos que o fizeram rever sua obra e suas concepções, liberando um potencial criativo latente, ao qual Volpi finalmente conseguiria dar vazão. A tensão própria de situações-limite possibilitou para Volpi uma liberdade gestual que imprimiria uma nova dinâmica à sua obra. A série de marinhas que Volpi pinta a partir dessa época evidenciam uma obra muito própria que se desenvolveria gradualmente até atingir um ápice abstrato em que as composições eram compreendidas em termos de cores, linhas e formas.

Cabe ressaltar que Volpi recusava teorizações estéreis, mas estava sempre muito bem informado das correntes artísticas do seu tempo, embora não se filiasse explicitamente a nenhuma delas, já que sua trajetória era extremamente pessoal. Esse é um dos pontos que fazem dele um grande pintor: Volpi é moderno e atual sem se importar com rótulos artificiais. A diferença é que ele não precisava ser moderno ou popular; simplesmente era.


Era um pintor original, inventivo, que criou a sua própria linguagem. Suas famosas "bandeirinhas" remetem a uma leitura figurativa e seu abstracionismo geométrico fica evidente nas fachadas e na série de bandeiras e mastros de festas juninas.










Temporada de festas juninas.Elas são uma homenagem ao interior do país e aos santos da Igreja Católica: São João, São Pedro e Santo Antônio. O pintor ítalo-brasileiro Alfredo Volpi ficava tão encantado com as bandeirinhas das festas juninas que as desenhava em muitos dos seus quadros, seja diante de um casarão ou até mesmo no mastro de um barco. E para você qual é o símbolo máximo da festa junina? Nossos escritores e desnhistas expõem suas visões e impressões sobre essa festa: "A festa junina é uma festa que se comemora todo ano no mês de junho. Nesse mês, as pessoas se divertem: comem. bebem e dançam com muita alegria.Na festa junina há comidas, bebidas e caldos. Os vestidos, usados pelas dançarinas das quadrilhas são muito bem feitos e alegram a noite de São João[ ...] ( Marina Lombardi) "Normalmente elas acontecem no mês de junho por isso têm esse nome. Nessas festas acontecem danças típicas do interior, fogueira, muitas bandeirinhas e muitas brincadeiras."( Yan Henrique)







IDEIAS E SUGESTÕES PARA O FOLCLORE DA MENINADA

Trabalhar o Folclore é criar oportunidades para resgatar toda a cultura regional de nosso país.
Folclore, palavra formada pelos vocábulos folk e lore é uma palavra de origem inglesa. E quando falamos de Folclore, nos reportamos para cultura popular que na verdade é simplesmente falar de mistura, de histórias, culturas, crenças etc.

Algumas idéias para trabalhar o Folclore:



1º - Esclarecer para as crianças o que realmente é o folclore:
Que na verdade são manifestações de um povo, por exemplo: cantigas de roda, folguedos, danças, festas, mitos, lendas, brinquedos, brincadeiras, artes, alimentos, bebidas, causos, contos, adivinhas, trava-línguas, parlendas, instrumentos e roupas de trabalho.



2º - Na parte de linguagem, o professor pode trazer para os alunos, algumas parlendas:
Eu sou pequena,
Da perna grossa,
Vestido curto,
Papai não gosta



Por detrás daquele morro,
Passa boi, passa boiada,
Também passa moreninha,
De cabelo cacheado



O cochicho
Quem cochicha,
O rabo espicha,
Come pão
Com lagartixa



Também existem muitas lendas bonitas que podem ser resgatadas pelo professor como:


A lenda da Vitória-Régia

A lenda da Iara

A lenda do Boto

A lenda da Mula sem cabeça

A lenda do Boitatá

A lenda do Curupira

Essas lendas são histórias fantásticas, contadas em sua maioria por povos indígenas para explicar certos acontecimentos.



Outro trabalho super interessante é o trava-línguas, as crianças adoram e é muito divertido:
O sabiá não sabia.

Que o sábio sabia.

Que o sabiá não sabia assobiar.



Olha o sapo dentro do saco.

O saco com o sapo dentro,

O sapo batendo papo.

E o papo soltando o vento.



A aranha arranha a rã.


A rã arranha a aranha.


Nem a aranha arranha a rã.


Nem a rã arranha a aranha.





3º - Depois de enrolar bastante a língua e contar muitas histórias fantásticas, é hora de movimentar o esqueleto, com brincadeiras e cantigas de roda, vão algumas dicas:


Marcha Soldado


Cabeça de Papel


Se não marchar direito


Vai preso pro quartel


O quartel pegou fogo


A polícia deu sinal


Acorda acorda acorda


A bandeira nacional





Pirulito que bate bate

Pirulito que já bateu

Quem gosta de mim é ela

Quem gosta dela sou eu

Pirulito que bate bate

Pirulito que já bateu

A menina que eu gostava

Não gostava como eu





Samba Lelê está doente


Está com a cabeça quebrada


Samba Lelê precisava


De umas dezoito lambadas


Samba , samba, Samba ô Lelê


Pisa na barra da saia ô Lalá (BIS)





O Cravo brigou com a rosa

Debaixo de uma sacada

O Cravo ficou ferido

E a Rosa despedaçada

O Cravo ficou doente

A Rosa foi visitar

O Cravo teve um desmaio

A Rosa pôs-se a chorar





Algumas brincadeiras do nosso folclore:


Amarelinha


Barra-manteiga


Cabo de Guerra


Cabra - Cega


Passar anel, entre outras.





4º - Em artes podemos confeccionar diversos brinquedos, que podem divertir a garotada. São eles:





Bilboquê - que pode ser confeccionado com garrafa pet, barbante e duas tampas de garrafa pet. O professor corta a boca da garrafa pet, fura as duas tampas e coloca o barbante, em seguida, coloca uma das tampas na boca da garrafa, apertando bem, para que não saia. Agora é só brincar.





Ioiô - Um brinquedo super legal que pode ser confeccionado com papel e elástico. Peça para as crianças que façam uma bolinha de papel, em seguida amarre o elástico na bolinha, agora é só se divertir.





Cata-vento - Feito de papel, varinha ou palito de churrasco.





Aviãozinho de papel - As crianças amam, uma ótima sugestão para trabalhar dobradura.


Essas são algumas de muitas outras sugestões de atividades e brincadeiras, que podem ser feitas pelo professor.





Dia 22 de agosto está chegando, vamos colocar a mão na massa?

FOLCLORE


22 de agosto

Dia do Folclore


O folclore brasileiro é um dos mais ricos do mundo. Nele estão presentes as características dos povos que contribuíram para a formação da nação brasileira, sobretudo os africanos, indígenas e europeus. Pode-se perceber essa influência em algumas manifestações do folclore brasileiro como as festas típicas, as roupas, os personagens e as lendas.
O Dia do Folclore foi criado por meio do decreto federal no 56.747, de 17/8/1965.

A palavra "folclore" surgiu a partir de dois vocábulos saxônicos antigos: folk, que significa "povo", e lore, "conhecimento". Folk + lore quer dizer, portanto, ''conhecimento popular''. O termo foi criado por William John Thoms (1803-1885), cujo pseudônimo era Ambrose Merton, um pesquisador da cultura européia.

No Brasil, após a reforma ortográfica de 1934, que eliminou a letra k, a palavra perdeu também o hífen e tornou-se "folclore".

Segundo a Carta do Folclore Brasileiro, aprovada pelo I Congresso Brasileiro de Folclore, em 1951: "Constituem fato folclórico a maneira de pensar, sentir e agir de um povo, preservada pela tradição popular ou pela imitação". Portanto, folclore é o conjunto de todas as tradições, lendas e crenças de um país, representado pelos seus diversos movimentos culturais regionais; pode ser percebido na culinária, na linguagem, no artesanato, na religiosidade, no vestuário e nos usos e costumes de uma nação.

Nem todo costume pode ser chamado de folclore. Para que certo costume seja assim considerado, é preciso que tenha surgido há muito tempo, que seja praticado por grande número de pessoas e que também tenha origem anônima, ou seja, que ninguém saiba ao certo quem é seu criador.

O folclore brasileiro é um dos mais ricos do mundo. Nele estão presentes as características dos povos que contribuíram para a formação da nação brasileira, sobretudo os africanos, indígenas e europeus. Pode-se perceber essa influência em algumas manifestações do folclore brasileiro como as festas típicas, as roupas, os personagens e as lendas. Lendas/personagens: saci-pererê, boitatá, curupira, caipora, lobisomem, mãe d'água (iara), mula-sem-cabeça, negrinho do pastoreio, uirapuru, pindorama, pirarucu, boto etc.

Festas típicas: moçambique, reisado, folias de Reis, fandango, vaquejada, maracatu, bumba-meu-boi, festas juninas, congadas, cavalhadas, alardo, mulinha de ouro, jaraguá etc. Há também outras manifestações do folclore, como: cantigas de roda, provérbios, versinhos infantis, parlendas, jogos infantis, adivinhações, crendices etc. As pessoas que estudam o folclore são chamadas "folcloristas".

Um dos principais estudiosos brasileiros foi Luís da Câmara Cascudo (1898-1986). O folclore, portanto, pode ser assim classificado se for: uma manifestação popular; constituído de uma tradição; transmitido oralmente e pela prática; anônimo, porque os criadores são desconhecidos; criação livre e espontânea dos povos.

Conhecer o folclore de um país é valorizar sua cultura, compreender seu povo e aprender sobre boa parte de sua história.
VEJA MAIS ATIVIDADES E FOTOS DO FOLCLORE NOS ALBUNS DO PICASA!

http://picasaweb.google.com/tiafabiolacristo/PROJETOFOLCLORE

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